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Friday, 11 September 2009

Anglo warns Brazil on proposed iron royalty hike


Source: Reuters

RIO DE JANEIRO, Sept 10 (Reuters) - Brazil would be "shooting itself in the foot" if it went ahead with a proposed hike on iron royalties, the head of a local division of Anglo American said on Thursday.

Brazil's government is studying a possible unspecified increase in iron royalties, currently 2 percent, to boost government income from the mining sector.

Stephan Weber, President of Anglo Ferrous Brazil, said the country's mining business is becoming less competitive because of the heavy burden created by a range of taxes.

"We have to remember that we're competing with the rest of the world," he said. "Royalties are lower in Australia, yes, but there they don't have as many taxes. Brazil is not as competitive these days."

The government of President Luiz Inacio Lula da Silva has said little in recent months about the mining royalties proposal as it focuses on passing proposed oil sector legislation that would hike state control over the industry.

Weber nonetheless said Anglo was interested in expanding operations in Brazil and could boost iron ore output to 80 million tonnes per year by 2015, compared with 26.5 million tonnes estimated for 2012.

Anglo's exports from Brazil are currently focused on the Middle East and Europe, but it could begin to sell to the booming Chinese market as its production grows in the coming years, Weber said.

Brazil's Vale, the world's largest iron producer, in 2008 produced 302 million tonnes of iron ore.

(Reporting by Denise Luna, Writing by Brian Ellsworth; Editing by David Gregorio)

Anglo Ferrous Brazil critica possível aumento de royalties


Fonte: UOL Economia


RIO - O presidente da Anglo Ferrous Brazil, Stephan Weber, criticou a proposta de aumento dos royalties pagos pelo setor de mineração no Brasil. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já afirmou que, depois de fechada a proposta para o marco regulatório do pré-sal, o governo vai se debruçar sobre as participações pagas pelas mineradoras.

Para Weber, a comparação com a Austrália - onde os royalties minerais são mais altos - desconsidera o peso da carga tributária, que é mais elevada no Brasil. Segundo ele, o minério brasileiro já é menos competitivo que o australiano no que diz respeito ao peso dos impostos.

"Acho que é dar um tiro no pé (aumentar os royalties). Temos que tentar informar quais são os riscos. Nossos impostos são altos e isso é um problema de competitividade para o Brasil", disse Weber, que participou de palestra na Câmara Britânica, no Rio de Janeiro.

De acordo com ele, a expectativa da Anglo American - controladora da Anglo Ferrous Brasil - é que os três principais projetos em implantação na América do Sul passem a ser responsáveis, em 2013 ou 2014, por cerca de metade de todo o faturamento da companhia.

Atualmente, a Anglo trabalha para implantar o projeto Minas-Rio, de US$ 3,627 bilhões para produção de até 26,5 milhões de toneladas a partir de 2014. Na área de níquel, pretende iniciar em 2011 a produção em Goiás, no projeto de Barro Alto, orçado em US$ 1,5 bilhão para produção de até 36 mil toneladas métricas por ano.

"Níquel não é o foco da Anglo, mas o custo é tão bom que estamos na fatia de 25% dos projetos de menor custo do mercado", afirmou Weber, lembrando que mundialmente o foco da empresa está no minério de ferro, diamantes, cobre, platina e carvão.

O terceiro projeto de vulto na América do Sul é Los Bronces, para produção de cobre no Chile. Juntos, os três projetos no continente foram os três, de um universo de seis, que foram mantidos mesmo com o agravamento da crise internacional.

(Rafael Rosas | Valor Online)