Sunday, 28 February 2010

Vale sues striking union, alleging ‘unlawful thuggery'

Source: The Globe and Mail
By Allison Jones


Striking union members in Sudbury have engaged in “unlawful thuggery” by threatening personnel during a bitter seven-month strike at Vale Inco, the company alleges in a lawsuit.

United Steelworkers Local 6500 and some of its members have posted personal information about people who are continuing to work during the strike, which has led to intimidation, threats and an assault, the mining giant alleges in its more than $1-million lawsuit.

“This has not been a peaceful strike,” the company writes in a statement of claim, filed in Superior Court in Sudbury.

“Masked picketers have engaged in criminal conduct, including an assault of a Vale Inco employee and the sabotage of Vale Inco property.”

People on the picket lines have set large fires so trucks carrying explosives and fuel can't cross, hydro wires have been cut, rail equipment has been damaged and roads have been littered with nail spikes to puncture truck tires, the statement of claim alleges.

The allegations have not been proven in court.

“The defendants' conduct is unlawful thuggery, which has nothing to do with legitimate trade union activity,” the lawsuit says. “This conduct should not be tolerated in a liberal and civilized society.”

Wayne Fraser, a director for the union in Ontario and the Atlantic provinces, called the lawsuit an “antagonistic measure.”

“It's a nuisance,” said Mr. Fraser, who is not one of the 25 people directly named in the suit.

“[The allegations] are not true. They're unsubstantiated and it's just a way of Vale trying to divide the membership from its rank and file activists.”

A statement of defence has not yet been filed but is in the works, said Mr. Fraser, who also said the union plans to countersue the company for defamation.

The lawsuit comes as the two sides met with a mediator over the weekend for exploratory talks in a bid to find a way to ending a seven-month-old strike. The two sides have not formally met since the strike started.

More than 3,000 employees at Vale's mill, smelter, refinery and six nickel mines in the Sudbury area have been on strike for seven months.

At issue are proposals by Vale Inco to reduce a bonus tied to the price of nickel and to exempt new employees from its defined-benefit pension plan, moving them instead to a defined-contribution plan.

Workers complain they shouldn't have to give concessions to a company whose parent, Brazil-based Vale S.A., earned $5.35-billion (U.S.) in 2009.

The people named in the lawsuit have been targeting Vale employees who have returned to work during the strike, as well as contractors and personnel responsible for picket line security, the company alleges.

Pictures and personal information such as addresses and phone numbers have been posted on a union website and a Facebook page.

Those singled out have had their property and homes vandalized, received anonymous phone threats at home and one employee was assaulted while jogging, the statement of claim says.

Three people named in the lawsuit were criminally charged in that attack.

After that particular assault an altered picture of the man was posted on the Facebook site showing him with scars, a throwing star embedded in his torso, other “cutting weapons” in his torso and arms and his throat slit, as well as the words “Who's Next” on his shirt, according to the lawsuit.

While he was at work one day the same man's vehicle was vandalized, with his tires slashed and the word scab spray-painted about 12 times on his car. Union placards were found on and around the car, the company alleges.

Saturday, 27 February 2010

Anunciados investimentos milionários canadenses em busca de ouro no Maranhao

DNPM garante apoio às mineradoras que estão se instalando no MA

Fonte: Fórum Carajás

Empresas citadas: Jaguar Mining Inc. e Luna Gold Corp
Municîpios: Centro Novo do Maranhao (mina "Chega Tudo") e Godofredo Viana (Projeto Aurizona)

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) está intensificando sua atuação com vistas a garantir o apoio técnico necessário aos grandes empreendimentos do setor de mineração que estão se instalando no Maranhão. De acordo com o superintendente do 22º Distrito do DNPM/MA, Jomar Feitosa, uma verdadeira força-tarefa composta por técnicos do órgão está atuando na área de instalação do Projeto Aurizona, no município de Godofredo Viana, fazendo a reavaliação da reserva, fiscalização de relatório final de pesquisa e a Emissão de Posse da Lavra do projeto.

O título de lavra será entregue pelo DNPM aos representantes da empresa Mineradora Aurizona no próximo dia 3 de março, na área do projeto. Além de Jomar Feitosa e técnicos do órgão que atuaram na área, a solenidade contará com a presença do secretário Washington Rio
Branco (Meio Ambiente) e do superintendente do Ibama no Maranhão, Alberto Chaves Paraguassu.

Jomar Feitosa explicou que, nos últimos anos, o setor de mineração no Maranhão deu um salto de crescimento muito grande, proporcionando benefícios econômicos para o estado e a melhoria do IDH de várias regiões. Ele citou como exemplos as duas grandes empresas mineradoras Aurizona e Jaguar, com atuação na extração de ouro, que, juntas, vão gerar no Maranhão quase três mil empregos diretos e indiretos.

A Mineração Aurizona, empresa controlada pelo grupo canadense Luna Gold Corp, já está em fase de testes para a produção da sua primeira mina de ouro no estado, localizada no município de Godofredo Viana, no oeste maranhense. A empresa produzirá 3 mil quilos de ouro por ano. A produção completa na usina de beneficiamento do mineral será iniciada em março. Os investimentos no projeto somam R$ 100 milhões, entre pesquisas e obras.

Já a empresa Jaguar Mining atuará em uma mina de ouro localizada no município de Centro Novo do Maranhão, conhecida como “Chega Tudo”. Com previsão para iniciar as obras da usina de beneficiamento em meados de 2011, o projeto deve gerar cerca de mil empregos na fase de construção, com investimentos de R$ 280 milhões nos próximos cinco anos como parte do Projeto Ouro Gurupi.

Jomar Feitosa explicou que o DNPM está ciente da sua enorme responsabilidade neste processo e que vem desempenhando suas funções dentro da competência atribuída ao órgão, que não é somente fiscalizar, mas também fomentar a atividade mineral no estado.

Além dos técnicos estarem atuando nas atividades de campo das mineradoras, a Superintendência do DNPM no Maranhão tem feito gestões junto ao Ministério das Minas e Energia para que seja construído um “linhão” de abastecimento elétrico de energia para o projeto Aurizona, que está sendo alimentado por geradores.

Novo prédio

O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo DNPM no Maranhão se tornará ainda mais eficiente a partir do mês de junho, quando o órgão passará a funcionar em um prédio mais moderno e melhor estruturado, localizado na Rua Rio Branco, onde funcionou a antiga Sudene. O pleito foi feito pelo superintendente Jomar Feitosa ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia), no qual foi prontamente atendido.


Por: O Estado do MA
http://imirante.globo.com

Wednesday, 24 February 2010

Vale investe US$ 595 milhões este ano no projecto de Moatize

Fonte: O País on line (Moçambique)

A crise financeira segue, mas a Vale não se intimida.

Depois de injectar 302 milhões de dólares, em 2009, a gigante brasileira projecta investir 595 milhões de dólares este ano nas minas de Moatize, num investimento total de 1.3 bilião de dólares.

De acordo com um relatório da empresa sobre o desempenho em 2009, o projecto de Moatize será o segundo a receber o maior fluxo de investimento em 2010, depois do projecto de Salobo, no Brasil, no qual serão investidos 600 milhões de dólares americanos.

O projeto da Vale terá capacidade de produção de 11 milhões toneladas de carvão bruto, sendo 8,5 milhões de carvão metalúrgico e 2,5 milhões de carvão térmico. As máquinas da unidade industrial em construção começam a roncar em 2011, prevendo-se que até lá sejam investidos 1 322 milhões de dólares.

As relações da Vale junto das autoridades moçambicanas são fortes, sendo que Roger Agnelli, o presidente-executivo da empresa, é assessor do Chefe de Estado, Armando Guebuza, para questões de âmbito internacional.

As negociações dos projectos da Vale no país, incluindo a sua participação na reabilitação das infra-estruturas que compreendem o Corredor de Desenvolvimento do Norte, projecto avaliado em 1.6 bilião de dólares, são encabeçadas desde à primeira hora por Roger Agnelli, que já, várias vezes, se deslocou a Moçambique.

INVESTIMENTO EM 2009

Em 2009, os investimentos da Vale – excluindo aquisições – atingiram 9 013 biliões de dólares, com 5 845 biliões alocados à área de desenvolvimento de projectos, 1 010 bilião em pesquisas e desenvolvimento e 2 157 biliões na manutenção das operações existentes.

Os investimentos em responsabilidade social corporativa totalizaram 781 milhões, 580 milhões destinados a protecção ambiental e 201 milhões em projectos sociais.

Os investimentos em aquisições totalizaram 3 734 biliões de dólares em 2009 e 784 milhões no último trimestre do ano. As principais aquisições do ano foram: Rio Colorado e Regina, projectos de potássio (857 milhões de dólares), Corumbá, activos de minério de ferro (814 milhões de dólares), activos colombianos de carvão (306 milhões de dólares), exploração de cobre na África (65 milhões de dólares entre outros).

Em relação aos desinvestimentos, os mesmos totalizaram 450 milhões de dólares, dos quais 89 milhões no último trimestre do ano.

LUCROS REDUZEM

Em 2009, a Vale teve um lucro líquido de 5 349 biliões de dólares americanos, o que representa um decréscimo expressivo comparativamente a 2008, altura em que a empresa obteve lucros de 13 218 biliões de meticais.

Friday, 19 February 2010

Avaliaçao do sindicato canadense dos trabalhadores da Vale sobre os resultados financeiros da companhia


Resultados do quarto trimestre da Vale diminuem ainda mais a credibilidade do ataque da empresa aos trabalhadores

“Parece que há executivos na Vale dispostos a abrir mão de lucros e incorrer em custos extras para alongar a greve em Sudbury”

TORONTO, 11 de fevereiro de 2010 – Os resultados financeiros do quarto trimestre da Vale SA forneceram ainda mais evidências desacreditando os ataques da empresa brasileira contra os salários e pensões dos trabalhadores canadenses.

Números publicados pala própria Vale mostram que a greve de 7 meses de 3.500 trabalhadores canadenses está custando muito mais do que a empresa poderia ganhar com seu ataque sem precedentes contra a força de trabalho canadense, segundo o United Steelworkers.

Os lucros da Vale no quarto trimestre de 2009 aumentaram em 11%, alcançando $1,5 bilhões de dólares americanos. O lucro anual da empresa foi de $5,3 bilhões de dólares e deste ano em diante, prevê-se ganhos ainda mais altos. A Vale também ganhou $4,1 bilhões de dólares com suas operações em Ontário nos primeiros dois anos após a aquisição da Inco Ltd. – o dobro dos lucros registrados pela Inco na década anterior.

Apesar de ser uma empresa extremamente rica, a Vale continua prolongando a greve no Canadá através de ataques às pensões dos trabalhadores, aos bônus de distribuição de lucros e às reservas de garantia de emprego. Executivos da Vale rejeitam continuamente as ofertas do USW para retomar as negociações sem pré-condições.

Sucessivos relatórios financeiros mostram que a greve provocada pela Vale está custando aos acionistas centenas de milhões em lucros perdidos, além de outras centenas de milhões em despesas extras. Nos últimos dois trimestres de 2009, “as despesas com a ociosidade das operações de níquel no Canadá” chegaram a $445 milhões de dólares, segundo relatórios da empresa. Os lucros cessantes totalizam várias centenas de milhões de dólares a mais.

“Os lucros cessantes adicionados às despesas extras ultrapassam em muito qualquer economia que e Vale poderia esperar das demandas que estão fazendo contra os trabalhadores canadenses,” disse Ken Neumann, Diretor Nacional do United Steelworkers para o Canadá.

“Esta greve está custando trimestralmente à Vale bem mais do que os custos anuais dos planos de pensão e bônus do United Steelworkers,” disse Neumann.

“Os acionistas da Vale devem questionar porque os executivos da empresa se negam a negociar uma solução para a greve,” disse John Fera, Presidente do Local 6500 do USW em

Sudbury.

“O final da greve adicionaria centenas de milhões de dólares aos cofres da Vale a cada trimestre,” disse Fera. “De qualquer ponto de vista – incluindo o dos interesses dos acionistas - não faz sentido que os executivos continuem a prolongar a greve e se recusem a negociar uma resolução com os trabalhadores.

“Entretanto, parece que há executivos na Vale dispostos a abrir mão de lucros e incorrer em custos extras para alongar a greve em Sudbury. Os acionistas deveriam mandar a diretoria de volta à mesa de negociações.”

A alegação da Vale de que precisa cortar salários e pensões dos trabalhadores canadenses fica desacreditada não somente pelos lucros maciços, mas também por grandes reservas de fundos e altos dividendos opcionais pagos aos acionistas, totalizando US $2,75 bilhões pagos em 2009.

Enquanto várias outras empresas cortaram ou suspenderam dividendos, a Vale recompensou regiamente seus acionistas, excedendo em muito os $1,9 bilhões em salários e benefícios que a empresa gastou com mão de obra em 2009.

Além das centenas de milhões que a Vale deixou de ganhar e das despesas extras durante a greve, a Vale também gastou mais de $100 milhões de dólares comprando níquel durante a disputa. O balanço do quarto trimestre de 2009 incluiu $78 milhões gastos com estas compras.

Mais informações em www.FairDealNow.ca.


Contatos: John Fera, President, USW Local 6500, 705-675-3381

Bob Gallagher, USW Communications, 416-434-2221 / 416-544-5966 bgallagher@usw.ca

Thursday, 18 February 2010

Seminário “O Maranhão de volta ao Século XIX: Grandes Projetos e seus Impactos Socioambientais”




São Luís(MA), 25/02/2010

OBJETIVOS:

o fortalecer o Movimento e reafirmar o apoio as comunidades atingidas pelos grandes projetos;

o obter, atualizar, sistematizar e analisar informações e dados dos impactos e danos sócios ambientais.

LOCAL: Sindicato dos Bancários

DATA: 25.02.10

HORÁRIO: 08h00min às 19h00minh

PROGRAMAÇÃO

ABERTURA: FETAEMA, FÓRUM CARAJÁS, UFMA, SMDH

08h00min às 09h00min

OS GRANDES PROJETOS E AS COMUNIDADES

METODOLOGIA Relato de experiências de comunidades e/ou famílias atingidas pelos projetos (UHE Estreito, Suzano eucalipto e celulose, Refinaria Premium I, Aciaria de Açailandia, Alcântara, PIER IV, Termelétricas Porto de Itaqui e Miranda, Ouro Piaba de Godofredo Viana)

HORÁRIO: 09h00min às 11h30minh (10 min. para cada relato)

O Direito das comunidades e a In(Justiça) dos grandes projetos, análise dos conflitos agrários por advogados do Movimentos Social

HORÁRIO: 11h30min às 12h30minh

ALMOÇO: 12h00min às 14h00minh

AS NOSSAS ÁGUAS E OS GRANDES PROJETOS: DISPONIBILIDADE E IMPACTOS

METODOLOGIA: Painel ou mesa redonda. Convidados/a sugeridos/a (Policarpo, Medeiros, Magno Cruz, Suely Gonçalves, João José, Theresa Cristina) 15 min. para cada.

HORÁRIO: 14h00min às 15h30min

EMPREGO E EMPREGABILIDADE E GRANDES PROJETOS NO MARANHÃO

METOLOGIA: Painel ou mesa redonda. Organizações sugeridas (CUT, SINDMETAL, MOVIMENTO DE PESCADORES, FETAEMA) (15 min. para cada)

HORÁRIO: 16h00min às 17h30minh

APRESENTAÇÃO DE SÍNTESE DO SEMINÁRIO E DA AGENDA

METODOLOGIA: Apresentação em plenária da síntese pelo GEDMMA e da agenda pelo Fórum Carajás e Tijupá

HORÁRIO: 17h30minh às 18h30min

LANÇAMENTO DE LIVROS

Livros do Fórum Carajás (Alumínio na Amazônia, Saúde do Trabalhador, Meio Ambiente e Movimento Social) e de Flávia de Almeida Moura (Escravos da Precisão)

HORÁRIO 19h00minh

www.forumcarajas.org.br

Fórum Carajás
Av. João Pessoa, Qd. 09, Nº 19, Filipinho
CEP: 65040-000
São Luís - Maranhão / Brasil
Fone/Fax: (98) 32499712