Wednesday, 26 August 2009

Agnelli: Vale não negocia com China e vende a preços provisórios

SÃO PAULO (Reuters)
Fonte: Abril.com
A Vale não está em negociações com as siderúrgicas da China sobre o preço referencial de 2009 do minério de ferro e provavelmente manterá embarques da commodity a valores provisórios, afirmou nesta terça-feira o presidente da mineradora Roger Agnelli.

Em abril deste ano, em meio à crise financeira internacional, a Vale concordou em conceder um desconto provisório sobre o preço acertado em 2008, até os novos valores serem fechados.

Mas as negociações anuais entre a maior produtora de minério de ferro do mundo e as siderúrgicas da China sucumbiram depois de os chineses se recusarem a aceitar uma redução contratual de 33 por cento oferecida pela Rio Tinto e aceita pelas produtoras de aço da Coreia do Sul e Japão.

A Vale, que não liderou as negociações este ano, conseguiu que companhias coreanas e japonesas aceitassem um desconto menor em relação ao acordo fechado pela Rio Tinto, em torno de 28 por cento.

"Se você tem contratos, estão sendo honrados, você vende, você recebe, precisa negociar o quê?", afirmou Agnelli a jornalistas, no intervalo de um evento em São Paulo.

A Vale também está vendendo para a China no mercado "spot".

"Está indo tudo bem... não estamos negociando nada", acrescentou ele.

O presidente da Vale afirmou que o acordo foi "evidentemente justo", uma vez que o mercado "spot" está muito mais alto do que os preços contratados, e a companhia está honrando os contratos provisórios.

O executivo disse que as siderúrgicas estão reconstruindo estoques depois de um forte declínio no volume armazenado.

"Algumas empresas estão retomando a produção, vários autofornos estão sendo ativados, e eles precisam de estoques mínimos", comentou Agnelli, acrescentando que a companhia está operando atualmente próxima da capacidade total, devido à elevada demanda.

(Reportagem de Inaê Riveras)

Tuesday, 25 August 2009

Video: VALE - What it takes to be number one

This blog recommends the second of a serie of 10-minute videos produced by The Real News Network concerning the fight of Canadian miners who have been on strike against giant Brazilian mining company Vale, since July 13th, 2009.

This video was directed by Jesse Freeston. Click HERE to watch the second video (in English, no subtitles)

And HERE, if you have not watched the first video yet (again, in English, no subtitles).

Steelworkers feeling 'at home' in Brazil

By Carol Mulligan, The Sudbury Star

United Steelworkers are hoping that solidarity is forever --whether you live and work in Northern Ontario or in Brazil, the home of Vale Inco Ltd.'s parent company, Vale SA.

Unionized employees in the two countries continue to develop a relationship they hope will last long beyond USW's strike against Vale Inco in Sudbury, Port Colborne and in Voisey's Bay.

Myles Sullivan, area co-ordinator for USW District 6, has begun writing a blog from Brazil where he and Local 6500 vice-president Rick Bertrand are visiting for two weeks.

Sullivan and Bertrand are the third and fourth Steelworkers to visit Brazil to build bonds of support and develop a global action plan, says USW spokesman Bob Gallagher.

This international co-operation follows the partnership formed by USW International President Leo Gerard and CUT (Brazil's largest trade union) president Artur Henrique da Silva Santos less than a month ago.

On Day 1 of his blog, Sullivan wrote: "Boa vinda. Myles here. I've landed in this beautiful land of sunshine, gorgeous vegetation and strong, welcoming people.

"I'm here along with Rick on a mission to build close ties, strong support and renewed solidarity with fellow workers in Brazil.

"When I heard my first 'boa vinda' (welcome), I knew I was a long way from my picket line in Sudbury, Ontario. But when I shook hands and chatted with the group of workers that met us, I knew we were right at home and part of a family of people who know what it means to fight for dignity in the workplace."

"The potential for international teamwork on this Vale Inco strike is significant," said Bertrand.

The Brazilian workers organized into the Vale Union Network, part of nearly 150,000 Vale employees in 35 countries in five continents.

"They are extremely concerned about the fate of the negotiations in Canada, since the outcome could have an immediate impact in the renewal of the collective agreements in Brazil," said Gallagher in a written statement.

Monday, 24 August 2009

11 comuneros criminalizados por protestar en contra de la VALE, en Peru

LA PRIMERA SENTENCIA A 11 COMUNEROS POR PROTESTAR CONTRA MINERA
Jueza de Cajamarca les impuso cuatro años de prisión suspendida. Se les acusa de bloquear vía pública el 2007.

A cuatro años de pena privativa de libertad suspendida y al pago solidario de dos mil soles por reparación civil fueron sentenciados once líderes comuneros del valle de Condebamba, procesados por el delito de entorpecimiento de los servicios públicos en forma agravada. El Juzgado Mixto de San Marcos, a cargo de María Chumpitaz, no pudo demostrar que los dirigentes campesinos provocaron el hecho y optó por imponer la forma simple del delito que dio lugar a la carcelería suspendida.

La asesora legal de los denunciados, Mirtha Vásquez, apeló la resolución y solicitará la absolución de los once campesinos. “No hay pruebas de que provocaron la interrupción de la vía durante un acto de protesta en la que participaron más de tres mil personas”, refirió.

Este hecho se remonta al año 2007, cuando miles de campesinos acudieron a las inmediaciones del Cerro Mogol, donde Minera Miski Mayo hacía trabajos de exploración que eran rechazados por los pobladores del valle de Condebamba.

El Dato Frente. Entre los sentenciados están José Lezma, titular del Frente de Defensa de Condebamba; Carlos Meléndez, del Comité de Ecología de Cholocal, y Chanel Ruiz, consejero de San Marcos.

Diario La República-Lima 22/08/2009

Para tener en cuenta
En Agosto de 2007, pobladores y líderes de la provincia de San Marcos (Cajamarca) acordaron realizar una movilización pacífica con el fin de mostrar su disconformidad con el inicio de las operaciones de la Empresa Minera Miski Mayo (subsidiaria de la transnacional Vale), cuyas prácticas eran abusivas y abiertamente violatorias de derechos, entre ellas la contratación de delincuentes como parte de su personal de seguridad o “cuadros de defensa”.

Entre el personal contratado se encontraban Joel Atilio Briones Acosta (37) procesado por tráfico ilícito de drogas según consta en el expediente 81-2002, José Ysmael Armas Medina (32), enjuiciado por homicidio, (expediente 116-2001), Vidal Izquierdo ex senderista vinculado al ajusticiamiento del párroco y presidente de las rondas, Rada Romero (marzo de 1987) y participación en el atentado contra la subprefectura de Otuzco (octubre 1990). Los delincuentes realizaban actividades de extorsión y amedrentamiento. Los excesos fueron tales que en enero del 2008 el Juzgado Mixto de la Provincia de San Marcos (Cajamarca) ordena la captura de Isidoro Fernández Chiroque y Mauro Quispe Barrios, ambos funcionarios de Miski Mayo por Homicidio Simple en grado de Tentativa, los implicados no han sido investigados ni sancionados hasta la fecha
Para más informaciones sobre las protestas de 2007 publicadas en el Diario La República, haz click acá.

Após pré-sal, Vale é "alvo" de ação de Lula

KENNEDY ALENCAR
Fonte: Folha Online - 23/8/2009

Ao anunciar a sua proposta de nova Lei do Petróleo no final do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializará uma inflexão no papel do Estado brasileiro: o governo passará a ter maior ação na economia.

Nos seis anos e oito meses de governo, Lula aumentou a influência do Palácio do Planalto sobre a Petrobras. Concluída a proposta de novo marco regulatório para o petróleo, Lula deverá aumentar a pressão sobre a Companhia Vale do Rio Doce.

A Petrobras é uma estatal de capital misto na qual o governo tem a maioria das ações com direito a voto. O governo indica o seu presidente. No entanto, do capital total, 60% estão em mãos privadas.

A Vale, a maior empresa brasileira depois da Petrobras, é uma companhia de capital misto também, mas um pouco diferente. O governo não interfere diretamente na gestão da Vale como faz na Petrobras, mas tem feito pressões para influenciar os rumos da administração da empresa.
Do capital com direito a voto, a Valepar tem 53% das ações da Vale. Na Valepar, um consórcio de fundos de pensão detém 49% das ações. O BNDESPar tem 11,5%. O Bradesco, 21%. E o Mitsui, 18%.

Ou seja, o Bradesco comanda a empresa por meio de um acordo de acionistas. O banco indicou Roger Agnelli para presidir a Vale. Mas uma eventual aliança entre a Previ e o BNDESpar, que é o braço do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para participar de empresas, poderia indicar um novo presidente. O governo tem enorme influência sobre os fundos de pensão das estatais.

Nos bastidores, o governo Lula ameaçou interferir no comando administrativo da Vale a fim de levar a empresa a fazer investimentos considerados estratégicos pelo Planalto --sobretudo na área de siderurgia. Lula mandou um recado ao Bradesco. Insatisfeito com a ação da Vale durante a fase mais aguda da crise global, o presidente deseja que a companhia ouça mais o governo.
Agnelli e o Bradesco não gostam da revelação pública da pressão de Lula, mas ela existe e tem sido sentida pelo executivo e pelo banco. Em conversa reservada recentemente, Agnelli procurou selar a paz com Lula, sendo bastante cordato ao usar as palavras a fim de explicar ao presidente decisões da empresa.

Lula considera que a Vale "amarelou" no começo da crise, cortando investimentos e demitindo trabalhadores numa hora em que o governo, que sempre atendera aos pedidos da empresa, insistia na manutenção de expectativas positivas. A Vale frustrou parte desse plano, levando outras empresas a adotar o mesmo caminho, dizem auxiliares do presidente.

Na visão do governo, a Vale e os bancos privados erraram. A lucratividade do Banco do Brasil, a diminuição do desemprego e o aumento da renda evidenciariam um pessimismo desnecessário do setor privado brasileiro.

Ora, se as empresas gostam de recorrer ao Estado para tomar recursos públicos ou se aliar a fundos de pensão que sofrem influência do governo, deveriam tratar como normal algum nível de intervenção estatal. Pegar dinheiro público e tratar como se fosse privado é fácil. É capitalismo sem risco.

Nesse sentido, Lula está certo ao pressionar a Vale e ao recuperar a influência política sobre as ações estratégicas da Petrobras. O presidente avalia que as ações dos governos na crise global reforçaram seus argumentos. E ele pegou gosto pela coisa.

As grandes empresas privadas que têm o governo como sócio serão mais pressionadas por Lula daqui em diante.