REUTERS, 27/05 09:15 CET
http://www.euronews.com/newswires/2520788-protesters-burn-vehicles-buildings-at-new-caledonia-nickel-mine/
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Este blog pretende expor e arquivar textos referentes a desenvolvimento e Justiça Sócio-Ambiental. This blog intends to present and save texts concerning development and environmental justice.
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Não somos canadenses de segunda classe
Por Darren Cove
Presidente
Sindicato United Steelworkers, Seção Local 9508
Este mês, as províncias de Newfoundland e Labrador — e centenas de nossas famílias trabalhadoras — receberam uma dúbia distinção canadense, resultado da agenda anti-sindical agressiva e sem precedentes de uma empresa estrangeira.
A greve no setor de mineração em Voisey’s Bay, provocada verão passado pela gigante Vale, sediada no Brasil, entrou em seu segundo ano no domingo, dia 1º de agosto. A greve se torna assim o conflito trabalhista de maior duração em toda a história de um século de operações canadenses da mineradora Inco, adquirida pela Vale em 2006.
Talvez o fator mais perturbador seja o fato desta disputa estar sendo prolongada pelo tratamento de segunda classe dado pela Vale aos trabalhadores de Newfoundland e Labrador em comparação com funcionários da Vale em outras províncias do Canadá.
O nosso sindicato, o United Steelworkers Local 9508, já se ofereceu para concluir a greve em Voisey’s Bay com base em sua aceitação do mesmo acordo a que a Vale chegou mês passado com seus funcionários da província de Ontario. Mas a Vale esta tentando ditar aos trabalhadores de nossa província — incluindo muitos funcionários indígenas — que aceitem um contrato inferior, com abonos e benefícios menores em comparação com o acordo a que se chegou em Ontario.
Ficamos ofendidos com o fato de que uma empresa estrangeira como a Vale trata os trabalhadores de Newfoundland e Labrador como canadenses de segunda classe. Nós levamos à atenção do primeiro-ministro provincial Danny Williams a conduta perniciosa da Vale, e respeitosamente pedimos a ele e a seu governo que ajudem-nos a resolver essa situação insustentável.
Há mais de um ano, nossos 130 membros e suas famílias resistem corajosamente aos ataques da Vale sobre sua renda e padrões de trabalho. Para nós é insultante e repreensível que a Vale dite que 130 trabalhadores em nossa província devam aceitar um sistema de abonos e acordo coletivo inferiores àqueles oferecidos aos 3.000 trabalhadores de Ontario.
Entretanto, a Vale continua a agir com impunidade na implantação de sua agenda, inclusive com seu uso de fura-greves, o que corrói o processo de negociação coletiva e comprovadamente cria conflitos trabalhistas mais longos e amargos.
Com seus vastos recursos e poder, e uma tradição de impor a sua vontade impiedosamente aos trabalhadores de países em desenvolvimento, a Vale tem demonstrado pouco interesse em chegar a um acordo em Voisey’s Bay em que ambas as partes cedessem. A Vale parece estar disposta a prolongar a greve até que os trabalhadores de Newfoundland e Labrador aceitem um status de segunda classe.
Também fica claro que a posição da Vale não se baseia em constrangimentos econômicos de qualquer natureza. A Vale se manteve imensamente lucrativa durante a recessão global, e suas próprias projeções sinalizam lucros ainda maiores no futuro próximo. A Vale virá a faturar bilhões explorando os recursos naturais de nossa província em Voisey’s Bay — uma das jazidas minerais mais ricas de seu tipo em todo o mundo.
A Vale insiste que não quer eliminar ou quebrar o nosso sindicato. Se for verdade, por que então ela está adotando uma abordagem tão truculenta? Por que ela está ditando que os trabalhadores de Newfoundland e Labrador, que seus funcionários indígenas, devem aceitar um sistema de abonos e contrato de trabalho inferiores aos dos trabalhadores de Ontario?
Com a nossa greve agora em seu segundo ano, a Vale não demonstra sinais de que abandonará sua conduta arrogante e “linha-dura” com relação aos trabalhadores de nossa província.
O povo e o governo de Newfoundland e Labrador deram à Vale o privilégio de lucrar maciçamente explorando as riquezas minerais de nossa província. Em troca, essa empresa estrangeira parece crer que pode ditar ao nosso povo trabalhador e suas comunidades que eles receberão tratamento de segunda classe a uma fatia menor da riqueza que geramos.
Alegra-nos a perspectiva de trabalhar com o Primeiro Ministro Williams e nosso governo para garantir que a Vale trate as famílias trabalhadoras de Newfoundland e Labrador com a igualdade de respeito e dignidade que merecemos.

Trabalhadores aprovam novo contrato com 75% de votação, encerrando a greve de um ano.
Membros do sindicato USW Local 6.500 em Sudbury votaram 75% a favor do novo contrato, enquanto membros de Port Colborne (USW Local 6.200) ratificaram o acordo com uma margem de 74%.
"Nossos membros têm falado e eu acredito que todo mundo respeita as decisões que eles fizeram em circunstâncias extremamente difíceis", disse Wayne Fraser, diretor do USW do distrito de Ontário e da parte atlântica do Canadá.
"Nós parabenizamos nossos membros pela determinação, espírito e solidariedade que demonstraram ao longo do ano passado numa a luta sem precedentes contra esta enorme corporação multinacional", disse o presidente do USW Local 6200, Wayne Rae.
"Nós também estendemos nossos sinceros agradecimentos a nossa comunidade pela grande apoio durante ao longo de todo o ano passado, e às incontáveis pessoas, sindicatos e outros grupos ao redor do mundo, que demonstraram uma solidariedade internacional incrível com os nossos membros", disse John Fera, Presidente da USW Local 6500 .
Os destaques do novo acordo coletivo, que decorre até 31 de maio de 2015, incluem:
- aumento do salário-hora para todos, com aumento da ajuda de custo de vida a cada cinco anos. Assim, elevando o reajuste salarial para entre $ 2,25 e US $ 2,50 por hora dentro da duração do contrato.
- Melhorias para o atual Plano de Pensão de Benefício Definido, aumentando para $ 41.400 por ano, com a indexação de ajuda para o custo de vida para toda a vida, junto com um plano de saúde para todos durante o tempo de vida.
- O Plano de Previdência de Contribuição Definida para os novos contratados, que prevê contribuições da empresa igual a 8% do salário base regular dos trabalhadores. Além disso, os funcionários serão capazes de fazer contribuições adicionais que variam de 2% a 6% do salário regular, combinando com as contribuições da empresa dentro de certos limites. O novo plano também incluirá a cobertura em caso de invalidez de longo prazo para os trabalhadores.
- Como resultado das negociações bem firmes e sustentadas, o programa de bônus de níquel irá permitir que os funcionários ganhem até US $ 15.000 por ano, além de salário regular.
"Nos últimos 12 meses, nossos membros permaneceram unidos frente a uma adversidade incrível", disse Fraser. "Eles demonstraram grande caráter e podem manter a cabeça erguida quando retornarem ao trabalho."
"Como os nossos irmãos e irmãs em Voisey's Bay NLF seguem em negociações, nossos membros em Sudbury e Port Colborne manterão solidariedade a eles, pois continuam a lutar pelo tratamento justo que eles merecem", disse Fraser.
Contatos: Wayne Fraser, District 6 USW Director, 416-577-4045;
John Fera, USW Presidente Local 6500, 705-561-3093;
Rae Wayne, USW Presidente Local 6200, 905-941-6200.
Rio de Janeiro, 9 de julho de 2010 - A Vale S.A. (Vale) informa que ratificou novos acordos coletivos de cinco anos com os sindicatos United Steelworkers (USW) Local 6500 e 6200, que representam funcionários de produção e manutenção em Sudbury e Port Colborne, Ontário, Canadá. Os acordos marcam o fim da greve iniciada em julho de 2009.
"Nós estamos muito felizes com os resultados da votação de ratificação", disse Tito Martins, Diretor Executivo da Vale para Metais Básicos. "O acordo estabelece uma nova relação de trabalho com nossos empregados e o sindicato, e nos permite avançar com nossos planos de longo-prazo para o crescimento sustentável. Nós atingimos o que precisávamos alcançar para a saúde de longo-prazo do negócio, com a introdução de um novo plano de pensão na modalidade contribuição definida e com mudanças no sistema de bônus existente, incluindo um limite na remuneração variável e um novo ponto de gatilho mais realístico. Nós esperamos retornar a níveis normais de produção e construir o futuro junto com nossos empregados."
USW: Vale denunciada em todos as esferas do governo canadense
Políticos exigem negociações de boa fé, para acabar com o uso de fura-greves pela Vale
TORONTO, 4 de maio /PRNewswire / -- Políticos canadenses de todos as esferas do governo estão intensificando a demanda por um acordo de negociação da greve de 9 meses e meio da Vale Inco.
Em dias recentes, políticos federais, da província e municipais reforçaram a crítica à agenda antitrabalhista da brasileira Vale, incluindo seu recrutamento de fura-greves para tentar quebrar a greve de 3.500 mineiros canadenses.
Mais do que o engajamento em negociações coletivas de boas intenções, a Vale está exigindo concessões enormes de seus empregados canadenses nas províncias de Ontário e Newfoundland-Labrador. Empregados das comunidades de Sudbury e Port Colborne, de Ontário, têm estado em greve desde de 13 de julho de 2009, enquanto seus semelhantes na Baía de Voisey, Newfoundland-Labrador. têm estado nos piquetes desde de 1 de agosto do ano passado.
Na legislatura de Ontário, uma proposta privada de um membro, para sancionar a legislação anti-fura-greves na província passou pela primeira leitura em 29 de abril. A proposta, apresentada pelo partido da oposição Novo Partido Democrático, ainda deve passar por uma segunda e uma terceira leitura antes de se tornar lei. Se aprovada, a legislação vai acionar a agenda de ruptura da greve da Vale pelo recrutamento de fura-greves.
Esta semana a Vale se verá diante do Comitê de Relações de Ontário -- um tribunal do governo da província -- para se defender das acusações de negociações de má-fé, registradas pela United Steelworkers. A Vale é acusada de violar seus dever legal de negociar de boa fé, ao recusar-se, por vários meses, a negociar legitimamente com o sindicato.
Também em Ontário, o governo municipal da cidade da grande Sudbury condenou a Vale pelo uso de fura-greves e por sua recusa em negociar de boa fé. A Vale também foi acusada pela violação dos regulamentos municipais ao abrigar fura-greves em acomodações não-residenciais não aprovadas.
Conselheiros municipais votaram unanimemente em 28 de abril pela exigência de que a Vale retorne à mesa para negociar um acordo justo. Os conselheiros também apelaram ao governo de Ontário para agir rapidamente quanto à sanção da legislação anti-fura-greve.
A Vale Inco tem uma "responsabilidade de mostrar liderança e boa intenção e fazer todo esforço razoável para encerrar a greve", declararam os conselheiros em sua resolução unânime. Os conselheiros duramente criticaram a Vale por provocar a greve de maior duração nas minas Inco e por prolongar a greve, por sua decisão sem precedentes de operar com fura-greves. Para somar insulto à injúria, a Vale "brada diariamente que está elevando a produção" com o uso do trabalho de fura-greves, protestaram os conselheiros.
Em nível federal, uma maioria de políticos do parlamento canadense aprovou uma resolução que clama por uma legislação mais forte para prevenir aquisições de corporações estrangeiras que não beneficiem trabalhadores canadenses e comunidades.
De acordo com a lei canadense, aquisições estrangeiras, tais como a compra da Vale, em 2006, da Inco Ltd., estão supostas a promoverem um "benefício líquido" para os canadenses e economia doméstica. Mas o governo conservador do Canadá falhou no reforço da lei, permitindo que a compra da Inco pela Vale, como também tantas outras aquisições, que resultaram em massivas perdas de emprego, redução da produção industrial e danos significativos para as comunidades canadenses.
Contato: Wayne Fraser, United Steelworkers District 6 Director, 416-577-4045
FONTE United Steelworkers (USW04/05/2010)
Posted By Carol Mulligan, Sudbury Star (Tuesday, May 4, 2010)
It is now confirmed.
Members of the bargaining committees for United Steelworkers and Vale Inco Ltd. will continue talks mediated by arbitrator Kevin Burkett today (Tuesday) in Toronto.
Burkett met with representatives of the two parties April 26 and 27, and May 1 and 2, and will pick up where the parties left off today, according to his assistant, Fiona Ho.
"I am sure he will issue a statement to the press in due course," Ho said of Burkett in an e-mail to The Sudbury Star late Monday night.
Speculation has been rampant in Sudbury in recent weeks that the two parties have been meeting in an attempt to end the bitter strike by about 3,000 Steelworkers in Ontario.
USW District 6 director Wayne Fraser told The Star on Monday that the parties had talked in recent days, but denied discussions were ongoing.
Well-placed union sources told The Star that discussions with Burkett have been going on for some time, but that Burkett had imposed a media blackout on them.
About 3,000 members of United Steelworkers Local 6500 in Sudbury and Local 6200 in Port Colborne went off the job July 13 over pensions, the nickel bonus, seniority transfer rights and contracting out.
There has been little discussion between the two parties since then although Burkett did hold 10 days of mediated talks, adjourning them March 7 because the parties were too far apart.
Legal counsel for USW and Vale Inco appeared before the Ontario Labour Relations Board in Toronto on Monday regarding a bad-faith bargaining complaint filed by the union Jan. 13 on the six-month anniversary of the strike.
Oral arguments were heard by a panel of three OLRB members, led by board chair Kevin Whitaker, about the union's request to obtain documents from Vale that might support USW's complaint.
Faz nove meses que 3.100 trabalhadores abandonaram as operações de mineração e fundição em Sudbury e Port Colborne, na província canadense de Ontário, e não parece haver razão para duvidar de que a paralisação irá prosseguir por um ano, diante das posições inflexíveis da empresa e do sindicato.
"Depois de seis meses, virou uma coisa pessoal", disse Rob, operário da fundição Clarabelle, que funciona desde outubro com operários substitutos e não-sindicalizados. "E agora já estamos com nove meses", acrescentou ele, estendendo um prato de papel para que um colega servisse sua refeição.
No lado de fora, um caminhão ronca após os 15 minutos obrigatórios de espera no portão, enquanto seguranças monitoram os grevistas e anotam as placas dos veículos.
A greve - a primeira desde que a brasileira Vale adquiriu a mineradora canadense de níquel Inco, em 2006 - ultrapassou recentemente os 261 dias da greve de 1978-79, a mais longa na história do complexo minerador de Sudbury. É um recorde do qual ninguém se gaba.
Em outra mina da Vale no Canadá, a de Voisey Bay, que produz níquel, também há uma greve se aproximando dos nove meses. As duas paralisações já reduziram em 10% a oferta global de níquel, mas graças aos estoques elevados os preços se mantiveram estáveis.
Como Rob, outros mineiros dizem que a disputa vai além das questões econômicas, embora o dinheiro - em particular as propostas de mudança na aposentadoria da categoria e um limite aos lucrativos bônus vinculados ao preço do níquel - seja uma preocupação a respeito da qual ninguém parece disposto a ceder.
Os trabalhadores temem que a Vale tente reverter 65 anos de sindicalização, para operar essa mina nos moldes de outras do mundo. Em comparação com elas, Sudbury tem melhores salários e mais segurança trabalhista.
"Eles nos odeiam. Realmente acho que eles nos odeiam", disse Chris, um robusto operário da fundição Copper Cliff, à sombra da chaminé de 380 metros de altura.
"Não se trata de economia. Se fosse, isso aqui acabaria agora mesmo. Eles querem quebrar o sindicato."
Steve Ball, porta-voz das operações da Vale em Subdury, negou que seja assim, e disse que a viabilidade de longo prazo dessa operação depende de um "fundamental" corte de gastos.
"Há 30 ou 40 anos, a Inco era a Sudbury, e a Sudbury era a Inco, e a Inco era níquel. Não é mais", disse ele, em um edifício longe dali, sem identificação (por razões de segurança), que lhe serve de escritório durante a greve.
Source: Sudbury Star
April 16, 2010
Steelworkers and other labour groups across the world are stepping up their attacks against Vale with the release of a report they say documents the suffering of workers at the hands of the Brazil-based mining giant.
"Our union members and our communities have been suffering Vale's autocratic behavior and we fully support and stand in solidarity with all those who have suffered from the heavy-handed business practices of Vale," Leo Gerard, the international president of the United Steelworkers, said in a release. The 80-page report, called Report of the Impact and Violations of Vale in the World,was to be released in Rio de Janeiro on Thursday.
Cory McPhee, Vale Inco's vice-president, corporate affairs, said Steelworkers were free to travel the world and criticize the company, but that it won't help end the nine-month labour dispute in Greater Sudbury.
"We would prefer that they focus their efforts on Sudbury and what's required to get us a deal that allows us to have a long-term and sustainable future," McPhee said.
Representatives from labour unions, fishermen, rural workers and leaders of traditional communities in areas around the world where Vale has mining operations issued the report. They said it documents specific cases and details the impacts caused by Vale and its international business activities.
In Canada, Vale -- the second largest mining company in the world -- owns Vale Inco, a nickel miner. More than 3,200 Steelworkers in Greater Sudbury, Port Colborne and Voisey's Bay, NL, have been on strike since the summer in a dispute over pensions, the nickel price bonus and transfer rights.
No talks are planned and Vale Inco said it plans to resume full production, with or without the striking Steelworkers.
Known as "Those Affected by Vale", the group of 150 represent ati v es from Peru, Chile, Argentina, Canada, Indonesia, New Caledonia, Mozambique, as well as 10 states of Brazil and observers from France, the United States and Germany, are meeting for the first time to disc
uss common strategies to resist what they called "the company's aggressive business practices."
Last week, participants joined two caravans travelling to cities and states in the north and southeast of Brazil. They have talked with local unions of Vale employees and representat i ve s from communities affected by Vale projects to gain first-hand understanding of their issues.
The report was to be delivered to the board of directors of Vale and to the United Nations. Brazilian government bodies such as the Ministry of Mines and Energy and the National Bank of Economic and Social Development -- funder of large enterprises of Vale -- will also receive a copy of the report.
In its pursuit of rapid growth, Vale has become consumed with profits, the group said.
Those Affected by Vale said it's giving a voice to a diverse cross-section of global society "who have tired of suffering from violations of rights and irreversible social and environmental impacts at the hand of Vale."
Striking Steelworkers in Canada employed by Vale "are joining in solidarity with victims of pollution and contamination of their water supply and developing common strategies to reinforce the local campaigns and develop global movements to lead the company to answer for their violations at an international level."
Article ID# 2537643| Tuesday, March 16, 2010 Source: Money Show, Jubak's Picks | |||||
| I always wonder what’s up when I see a normally quiet company begin tooting its own horn in ads. It’s almost never a good sign. Tuesday’s (March 16) Financial Times has a full-page ad from Vale (NYSE: VALE) headlined “Vale also transforms minerals into awards.” The text notes that Euromoney has just selected Vale as the best managed company in Brazil and then goes on to list other awards from Euromoney and the FT. The ad couldn’t have had anything to do with Vale’s decision to bring in strike breakers (AKA “replacement workers” or “scabs,” depending on which side of the labor/management divide you stand on) to resume production at its Canadian copper and nickel mines, could it? Workers at those mines, acquired when Vale bought Canada’s Inco in 2006 for $18 billion, have been on strike for eight months. Vale Inco workers rejected the company’s latest contract offer over the weekend. In January, Vale resumed nickel production at one smelter using already-mined inventories of nickel and non-striking workers and managers. But the company’s goal now is to resume full nickel production by the end of the second quarter. For their part, unionized workers aren’t likely to go quietly. “Vale can go and get stuffed,” Wayne Fraser, a United Steel Workers union representative, told the FT. “We are sick and tired of foreign capitalists coming in and undermining the Canadian way of life.” The strike is ostensibly about economic issues such as the company’s proposal to reduce a bonus tied to the price of nickel and a plan to exempt new hires from its defined-benefit pension plan. It hasn’t gotten any easier to sell those reductions when soaring iron ore prices have bulked up profits at Vale. But the strike is also about a clash of cultures and nationalities. Vale has created problems for itself by trying to impose a top-down management style that may have worked well in Brazil, but ran head on into a work force accustomed to a more consensual management approach. The acquisition was also part of a pitched battle over the fate of Canada’s two largest mining companies, Inco and Falconbridge, which saw both go to foreign bidders in 2006. To say that there’s lingering resentment (over the) foreign takeover of one of Canada’s key industries is a gross understatement. Vale’s troubles with what was (at the management level anyway) a friendly takeover should raise a red flag for investors looking at the rising tide of acquisitions of developed economy companies by emerging market corporations. The last six months of 2009, according to a March 15 KPMG survey, saw 102 deals in which emerging-economy companies acquired developed-economy corporations. That was a big increase from the 78 such deals in the first half of 2009. In contrast, the number of developed-economy companies acquiring emerging-market companies dropped to 216 in the second half of 2009—the fourth straight six-month period of decline in the number of such acquisitions—after having peaked at 463 in the second half of 2007. (Of course, it’s not just emerging-economy corporate managers who can destroy value for shareholders through an acquisition. For more on how acquisitions can destroy value, see this recent post.) But the Vale-Inco experience does suggest that investors looking at any company about to make such an acquisition should look for signs that the acquiring company knows how to deal with a foreign work force and management culture. A track record of a successful integration or two would be reassuring. That’s what we look for when a developed economy company does a deal in the other direction, isn’t it? The stock traded below $31 Tuesday afternoon. Full disclosure: I own shares of Vale in my personal portfolio. | |||||
Striking union members in Sudbury have engaged in “unlawful thuggery” by threatening personnel during a bitter seven-month strike at Vale Inco, the company alleges in a lawsuit.
United Steelworkers Local 6500 and some of its members have posted personal information about people who are continuing to work during the strike, which has led to intimidation, threats and an assault, the mining giant alleges in its more than $1-million lawsuit.
“This has not been a peaceful strike,” the company writes in a statement of claim, filed in Superior Court in Sudbury.
“Masked picketers have engaged in criminal conduct, including an assault of a Vale Inco employee and the sabotage of Vale Inco property.”
People on the picket lines have set large fires so trucks carrying explosives and fuel can't cross, hydro wires have been cut, rail equipment has been damaged and roads have been littered with nail spikes to puncture truck tires, the statement of claim alleges.
The allegations have not been proven in court.
“The defendants' conduct is unlawful thuggery, which has nothing to do with legitimate trade union activity,” the lawsuit says. “This conduct should not be tolerated in a liberal and civilized society.”
Wayne Fraser, a director for the union in Ontario and the Atlantic provinces, called the lawsuit an “antagonistic measure.”
“It's a nuisance,” said Mr. Fraser, who is not one of the 25 people directly named in the suit.
“[The allegations] are not true. They're unsubstantiated and it's just a way of Vale trying to divide the membership from its rank and file activists.”
A statement of defence has not yet been filed but is in the works, said Mr. Fraser, who also said the union plans to countersue the company for defamation.
The lawsuit comes as the two sides met with a mediator over the weekend for exploratory talks in a bid to find a way to ending a seven-month-old strike. The two sides have not formally met since the strike started.
More than 3,000 employees at Vale's mill, smelter, refinery and six nickel mines in the Sudbury area have been on strike for seven months.
At issue are proposals by Vale Inco to reduce a bonus tied to the price of nickel and to exempt new employees from its defined-benefit pension plan, moving them instead to a defined-contribution plan.
Workers complain they shouldn't have to give concessions to a company whose parent, Brazil-based Vale S.A., earned $5.35-billion (U.S.) in 2009.
The people named in the lawsuit have been targeting Vale employees who have returned to work during the strike, as well as contractors and personnel responsible for picket line security, the company alleges.
Pictures and personal information such as addresses and phone numbers have been posted on a union website and a Facebook page.
Those singled out have had their property and homes vandalized, received anonymous phone threats at home and one employee was assaulted while jogging, the statement of claim says.
Three people named in the lawsuit were criminally charged in that attack.
After that particular assault an altered picture of the man was posted on the Facebook site showing him with scars, a throwing star embedded in his torso, other “cutting weapons” in his torso and arms and his throat slit, as well as the words “Who's Next” on his shirt, according to the lawsuit.
While he was at work one day the same man's vehicle was vandalized, with his tires slashed and the word scab spray-painted about 12 times on his car. Union placards were found on and around the car, the company alleges.
Vale will restart its Creighton nickel mine and run it up to full production, and will also move to full output at its Coleman mine, which has had partial production since October. The company's Garson mine has also been running at partial output since October.
Processed ore from the operations will be used to feed Vale's Copper Cliff smelter in Sudbury, which recently began operating at 50 percent capacity with nonunion workers and has been eating through stockpiled ore.
"We're just looking longer term that a source of feed will be needed," said Core McPhee, spokesman for Vale's Canadian nickel and copper operations, which the company acquired when it bought Inco in 2006.
Vale will staff the mines using workers provided from a contractor, he said.
More than 3,100 workers at Vale's operations at Sudbury and Port Colborne, Ontario, went on strike in July. On Aug. 1. workers at Vale's Voisey's Bay mine in Labrador on Canada's East Coast also went on strike.
The union was not immediately available for comment.
NO TALKS
The two sides have not returned to the bargaining table since the strike began, and they are far apart on several issues, include reforms to the company's pension plan and proposed changes to a potentially lucrative worker bonus tied to the price of nickel.
That bonus boosted miners' salaries well into six-figure territory when nickel prices jumped on 2006 and 2007, eventually hitting a record high of just under $25 a pound in May of 2007.
The lack of progress at Vale contrasts with labor relations at rival Sudbury nickel miner Xstrata, which averted a strike when it reached a last-minute deal with unionized workers early on Monday.
That deal included modifications to workers' nickel-price bonus and a negotiated restart of the company's Fraser nickel mine in Sudbury, where operations were suspended a year earlier due to weak nickel demand. Workers ratified the new three-year contract on Tuesday.
Nickel was hit hard by the 2008 economic downturn, and the price bottomed at around $4 a pound in December of that year. Nickel was trading around $8.20 a pound on Wednesday.