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Sunday, 19 April 2009

Sandy Pond: um lago natural sob ameaça no Canadá


O mais importante jornal canadense, "The Globe and Mail", publicou no último dia 14 de abril uma nota em que revela que a companhia mineradora Vale já está tomando as medidas necessárias para iniciar em breve uma nova usina de níquel em Long Harbour, Newfoundland, Canadá, apesar da crise econômica global. O jornal afirma que, segundo funcionários da companhia, esta já havia começado, na semana anterior, a preparar o terreno, que fica a cerca de 100 quilômetros a oeste de St. John's. O projeto, que almeja produzir 50.000 toneladas de níquel por ano a partir de 2.013, já é motivo de polêmica e tende a gerar graves consequências ambientais.

De fato, em julho de 2008, outro importante meio de imprensa canadense (CBC News) publicou uma matéria revelando que a companhia planejava desenvolver o projeto em Long Harbour, para processar o níquel de Voisey's Bay, Labrador, sendo que parte do projeto incluiria o despojamento dos dejetos em Sandy Pond, que é um lago natural situado nas proximidades. No caso, o Estudo de Impacto Ambiental inclui medidas que a companhia promete realizar para contenção dos dejetos e minimizacao dos danos. Entretanto, grupos ambientalistas tem-se declarado em oposição a isso, afirmando que a Vale deveria ser obrigada pelo governo provincial a encontrar uma outra maneira de despejar os dejetos, por exemplo construindo um lago artificial específico para tal fim, como historicamente se dá no Canadá e nos Estados Unidos. O problema é que esta medida custaria algo em torno de 490 milhões de dólares, enquanto que usar Sandy Pond significará para a Vale um custo oito vezes menor (62 milhões).

Desde julho de 2008, a organização "Council of Canadians" possibilita através de seu website o envio de uma carta ao Ministro do Meio-Ambiente do Canadá, com um pedido para que a Vale seja proibida a usar Sandy Pond como seu depósito de dejetos. Para ler, subscrever e enviar a carta, basta clicar aqui.

Saturday, 11 April 2009

Vale Inco tem atividades suspensas na Nova Caledônia após trágico vazamento de ácido




Usina de níquel da brasileira Vale-Inco, na Nova Caledônia


Fonte: Agencia France Press


As atividades da usina de níquel da brasileira Vale-Inco na Nova Caledônia, em fase de testes, foram temporariamente suspensas após um vazamento de ácido que atingiu uma zona próxima a um recife de corais reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

A província sul ordenou nesta sexta-feira a suspensão, por um período que pode ir de seis a oito semanas, de 80% das instalações da usina hidrometalúrgica de níquel.

As autoridades também obrigaram o grupo siderúrgico a depositar a soma de 126.000 euros correspondente ao valor dos trabalhos que seriam realizados no local.

Em 1º de abril, um incidente técnico provocou o vazamento de ao menos 2.500 litros de ácido sulfúrico concentrado a 98% em um rio. A província sul deu em seguida quatro dias à empresa brasileira para realizar estes trabalhos, com garantias de segurança, mas este prazo não foi respeitado.

"Estamos avaliando o impacto destas suspensões no calendário inicialmente previsto", declarou Jean-François David, diretor-geral delegado da Vale-Inco Nova Caledônia, destacando que os trabalhos de construção continuam.

Este gigantesco complexo industrial, de uma capacidade de 60.000 toneladas anuais de níquel-metal, deve normalmente iniciar a produção em julho próximo, talvez na presença do presidente frances Nicolas Sarkozy, que tem visita programada à região nessa época.

A poluição atingiu um rio, que desemboca na baía de Prony, zona tampão do Grande Lago Sul, um dos seis locais do recife de corais, inscrito em julho passado no patrimônio mundial da Unesco. Milhares de peixes e crustáceos morreram.

A demora da Vale em comunicar as autoridades e o fato de ela ter continuado os testes com ácidos desatou uma grande polêmica na Nova Caledônia.

"O que aconteceu é escandaloso e a Vale-Inco reagiu mal", declarou à AFP, Yves Dassonville, alto comissário da República na Nova Caledônia, lembrando que o Estado é garantidor das convenções relativas à biodiversidade, assinadas na inscrição do lago no patrimônio da Unesco.

Em uma carta, ele pediu à Vale uma informação pertinente sobre as circunstâncias do incidente, uma descrição dos danos e dos impactos constatados ou potenciais na zona tampão e o bem inscrito no patrimônio mundial".

Quarta-feira, centenas de pessoas manifestaram junto a organização ecológica para pedir que a Vale deixe a ilha.

O presidente da província, Philippe Gomes, destacou os erros e os procedimentos incorretos internos da empresa brasileira.

"Assumimos todas as consequências", declarou Jean-François David, negando qualquer intenção de dissimular o ocorrido e "qualquer desordem de procedimento" na gestão desta crise.

Desde o início, a obra da usina química da Vale-Inco, que lançará dejetos no lago, vem gerando polêmicas entre as populações locais.

O clima havia se acalmado, no entanto, em setembro passado com a assinatura de um pacto para o desenvolvimento sustentável, de 85 milhões de euros em 30 anos.

Wednesday, 8 April 2009

Police in New Caledonia investigate massive acid leak / Polícia da Nova Caledonia investiga grande derramamento de ácido

By Radio New Zealand International

The police in New Caledonia are investigating a massive acid leak at the Vale Inco nickel plant that killed thousands of fish and other species.

Thousands of litres of sulphuric acid spilt into the North Bay River last Wednesday, but news of the leak took some time to become public.

Technicians have managed to neutralise the high acid levels, but environmental organisations say the damage has already been done.

Our correspondent, Claudine Wery, says the police are trying to find out what happened as there’s uncertainty.

“There’s an investigation by police. Vale said that the leak was about 1 to 5000 litres of acid. Little by little people have learned what happened at the unit. And in fact it could be 20 000 litres of acid.”

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A polícia da Nova Caledonia está investigando vazamento de ácido em projeto de niquel da VALE, que resultou na morte de milhares de peixes e outras espécies.

Milhares de litros de ácido sulfúrico foram derramadas no North Bay River na última quarta-feira, mas as informações sobre o vazamento demoraram um certo tempo para virem a público.

Técnicos têm tentado neutralizar os efeitos, diminuindo a alta quantidade de ácido, mas organizações ambientalistas dizem que o dano já está consumado.

Nossa correspondente, Claudine Wery, diz que a policia está tentando desvendar o que de fato ocorreu.

“Uma investigação está sendo conduzida pela polícia. A Vale disse que o vazamento foi algo entre 1 e 5.000 litros de acido. Pouco a pouco as pessoas têm se dado conta do que realmente aconteceu como um todo. E, pelo que se tem, podem ter sido uns 20.000 litros de ácido.”

Friday, 13 February 2009

News: Make Vale Inco comply: activists


Company wants exemption for new nickel emission limit

By DENIS ST. PIERRE, THE SUDBURY STAR



Community activists are renewing calls for the Ontario government to enforce new air-pollution standards on Vale Inco.

"Vale Inco has no right to exceed pollution limits," stated a news release issued Monday by a coalition of groups including mining unions, pensioners, academics, health-care professionals and environmental activists.

The news release was issued to bring attention to a public meeting Wednesday in Sudbury, scheduled by the Ontario Ministry of the Environment.

The meeting was scheduled to allow public input on Vale Inco's request for an exemption of up to five years from a new limit on nickel emissions in Sudbury.

The environment ministry plans to impose a new standard for nickel emissions in little more than one year -- on Feb. 1, 2010.

Last fall, however, Vale Inco requested a temporary exemption from the new standard, arguing it needs more time to make the changes within its operations to meet the new rule.

The company's request for an exemption drew criticism from several residents who attended a public meeting on the issue last October. The response prompted the environment ministry to schedule another meeting to provide the community with "an opportunity to learn more about the ... standards process and the framework for the ministry's review of the request that was recently submitted by Vale Inco," the ministry stated in a public advisory.

"The ministry is also willing to host further public consultation meetings over the next year at specific milestones during the review process," the advisory stated. "The purpose of these meetings would be to ensure that the local community is involved in the ministry's review to the extent possible, and is kept informed of the status."

Wednesday's public meeting will be held at Tom Davies Square, Room C-11, beginning at 7 p. m.

The coalition of activists arguing against Vale Inco's exemption request is known as the Community Committee on the Sudbury Soils Study.

Coalition members allege an exemption for Vale would allow the company to produce nickel emissions more than seven times higher than the new standard proposed for next year.

"The ministry needs to enforce environmental standards," said Julien Dionne, a committee member and representative of the Steelworkers Organization of Active Retirees.

In 2007, Vale's Copper Cliff Smelter "released 31 tonnes of nickel and nickel compounds into the air," Dionne said. "This is unacceptable. The ministry needs to have Vale Inco comply with the new provincial air regulations and not allow the five-year delay they are applying for.

"We strongly recommend that members of the public come to the meeting and voice their concerns over Vale Inco's request to extend the time limits to meet the industry's new and improved standards."

Vale Inco has the time and resources to meet the tougher emission limits proposed by the province, said Homer Seguin, a veteran Steelworkers activist and member of the Community Committee on the Sudbury Soils Study.

"Vale Inco has known that this regulation was coming for several years and they still have 13 months to come into compliance. We feel that is ample time," Seguin said. "In the last couple of years, Vale Inco made record profits so they can't plead financial hardship to comply with the new regulations."